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    Cultura - Meu nome é Piabanha


Bruno do Nascimento

Diário de Petrópolis

24/08/03

O documentário do CDDH-Petrópolis, "Meu nome é Piabanha" (1995), do cineasta e diretor Renato Neumann, descreve uma poesia sobre o principal rio de Petrópolis. O documentário também trata a política a que fomos submetidos pelo Império e pela República no trato das questões ambientais.

O cineasta Renato Neumann, 60 anos, tem a sua vida ligada ao cinema nacional. Fotógrafo nos filmes: "Caso Claudia" de Miguel Borges, "Fogo Morto" de Marcos Ney Farias e "Batalha dos Guararapes" de Paulo Thiago, trabalhou na montagem de "Mar Corrente" de Luis Paulino dos Santos. Renato Neumann também dirigiu documentários como: "Roberto Burle Marx" e "Lapa 67", entre outros.

Contudo, em decorrência da crise do cinema nacional, Renato Neumann também foi vendedor de tecidos. Momento da vida em que ele mesmo diz que: "com a experiência do cinema e pelo envolvimento com diversos atores, conseguia desempenhar bem o "papel" de vendedor".

Atualmente, Renato Neumann trabalha para o Serviço de Educação e Organização Popular (SEOP), como educador popular. No ano de 1995, com uma idéia na cabeça, começou a trabalhar no Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis. E nesse mesmo ano, com o patrocínio da instituição alemã Missionszentrale der Franziskaner, produziu em conjunto com integrantes do CDDH-Petrópolis o documentário "Meu nome é Piabanha", com duração de 18 minutos.

Renato Neumann relata que foi uma produção coletiva com a participação de José Américo de Lacerda Junior, Eliete de Souza, Renata Sampaio Alves de Carvalho e Altair Correa. Segundo Neumann, "o documentário não tem características técnicas, é no fundo um poema inspirado no rio Piabanha, sendo ele o personagem principal. O rio no documentário é tratado como um ser co-participante do processo de existência".

Para melhor compreender o documentário e a importância da relação homem e natureza, Renato Neumann cita a "Oração dos Navajos", extraída do livro de Leonardo Boff, "Princípio de compaixão e cuidado", da Editora Vozes. A Oração dos Navajos diz o seguinte:

Parte da Natureza.

A Montanha -
Torno-me uma parte dela.
As ervas, o pinheiro -
Torno-me uma parte deles.
A nevoa da manhã,
As nuvens, as águas que confluem -
Torno-me uma parte delas.
O Sol
Que desliza sobre a terra -
Torno-me uma parte dele.
O mato,
A gota de orvalho,
O pólen das Flores -
Torno-me uma parte deles.

 Para Renato Neumann a humanidade só vai conseguir solucionar os problemas ambientais quando se conscientizar que o homem e a natureza se confundem, "Nós somos parte, somos uma coisa só. E ninguém vai querer se envenenar". Mas além de ser um poema, Renato nos conta que o documentário retrata a questão política de como os regimes do império e republicano tratam os rios no país. Regimes nos quais a história de Petrópolis muitas vezes se confunde.

De acordo com Renato Neumann, tanto o Brasil Colônia, Império e republicano usam os recursos naturais da nação de uma forma exploratória. E a mesma expropriação acontece com a população de uma forma generalizada, "Da mesma forma que nossos rios estão abandonados, nossa população está marginalizada, inúmeras vezes sem acesso a saúde, educação, moradia e ao trabalho. Quando você vê o cidadão jogando lixo no rio, ou despejando o seu esgoto dentro dele, não é culpa dele não. Aquela pessoa só está tentando viver. Parte da culpa é responsabilidade também dos Governos. O governo é que não cumpre a sua parte conscientizando, não dá infra-estrutura e não cria áreas específicas para habitação".
Renato Neumann afirma que a forma de reverter este quadro de degradação ambiental é com a educação nas escolas, através de palestras, filmes e fotos. "É para isso que estão por aí aos artistas engajados nas causas ambientais e com a melhoria da qualidade de vida".

Ainda de acordo com Renato Neumann, o SEOP, uma organização não governamental, foi precursora junto com O Instituto Ambiental na construção de biodigestores para tratamento de esgoto no Sertão do Carangola: "Atualmente, lá tem criação de peixes e patos e a água saí bem mais limpa para o rio, reduzindo a carga poluidora. O lodo produzido vira adubo". Para além da simples educação tem que haver também a infra-estrutura necessária. Para solucionar a poluição do rio Piabanha deveria haver um trabalho em conjunto entre Poder Público, Indústrias e Sociedade Civil.
Renato Neumann conclui citando uma dedicatória num livro, escrita por Leonardo Boff, "Cultivem o cuidado que protege a vida".


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